.

o amor/ o que é/ senão um gesto mudo?

Quando quebrar não é suficiente.

A vida me causa espasmos
E eu permaneço ao chão
Um caco que não quer adentrar - e não vai! 

Uma ferida aberta, que jorra
Que glorifica o prazer de
Ainda suspirar - e sorrio! 

A vida me intensifica
E sobretudo, 
Acredito e cicatrizo - continuo!

Lambrusco

o vinho foi-se
e eu vim
eu vim
eu finco
findo a tarde
na avidez vespertina
de flor-ir!

.

 a saudade corre feito rio: deságua, deságua!
e eu fito a lembrança,
e eu rio, eu sambo,
canto, resguardo a raiz
na ponta da língua!